Comentário de Ageu 1:12-15
Atualização:

Dessemelhantes dos israelitas mencionados em Jeremias 5:24, os judeus repatriados não deviam temer a ira do Império Persa, mas deviam dizer: “Temamos, pois, a Javé, nosso Deus, Aquele que dá o aguaceiro, e a chuva outonal e a chuva primaveril na sua estação, Aquele que guarda até mesmo as semanas prescritas da colheita para nós.” (Jeremias 10:10-13) Não poderiam mostrar tal temor de Javé por apenas correrem para as suas próprias casas, a fim de chegar o mais depressa possível aos seus próprios lares acolhedores, deixando ao mesmo tempo a casa de adoração de seu Deus jazer devastada. A casa de um Personagem tão grande como Javé dos exércitos, o Grande Teocrata, devia vir em primeiro lugar. O temor do homem não devia impedi-los de construí-la, para que Ele se agradasse com ela e fosse glorificado
Esta era a solução para suas condições tão desapontadoras em sentido material e espiritual — a saber, obedecer a Deus como governante antes que ao homem, e prosseguir com a construção da casa de adoração de Deus. Que subissem ao monte coberto de floresta e derrubassem árvores, trazendo madeira para a construção da casa todo-importante. Não que o templo de Deus devesse ser construído todo de madeira. Mas as pedras do anterior templo demolido jaziam lá no local, e precisava-se mais de madeira para painéis e outros fins. Não era que Javé dos exércitos precisasse duma casa material, terrestre, como lar em que morar entre os judeus bem acomodados. Ele já tinha a sua moradia, não feita por mãos humanas, nos santos céus, e aquele templo de pedra e madeira, no monte Moriá, em Jerusalém, era apenas uma representação dum futuro templo espiritual, duma verdadeira casa de adoração do Deus Altíssimo. Era assim como disse Salomão, construtor do templo:
“Porém, morará Deus verdadeiramente na terra? Eis que os próprios céus, sim, o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos, então, esta casa que construí!” — 1 Reis 8:27.
Por isso, Deus não moraria pessoalmente no templo reconstruído em Jerusalém, mas apenas por meio do seu Espírito, e por voltar Sua face ou sua atenção para aquele templo. Ele o santificaria ou tornaria uma casa santa, e esta seria o centro da adoração religiosa da nação inteira. Ali se ofereceriam sacrifícios a favor de pessoas ou da nação inteira, no único altar autorizado, e este seria o lugar no qual a nação se congregaria durante as suas três festividades anuais e no Dia da Expiação da nação inteira. O sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e todos os subsacerdotes poderiam ali oficiar a favor do povo. A nação de Israel manteria assim uma relação renovada com seu regente teocrático, Javé, e se manteria numa boa condição espiritual. Javé seria glorificado pela reconstrução do templo que levava seu nome e daria a conhecer seu beneplácito por derramar sobre eles bênçãos, bênçãos espirituais e materiais.
A mensagem inicial do profeta Ageu foi dirigida especialmente a “Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e [a] Josué, filho de Jeozadaque, sumo sacerdote”. (Ageu 1:1) Isto lhes impunha a obrigação de tomar a dianteira e dar, o exemplo correto a toda a nação. Entretanto, estes dois homens, o governador e o sumo sacerdote, sabiam o que podiam esperar dos adversários, se recomeçassem a construir o templo em Jerusalém. O que mostra a história que eles fizeram — obedecer a Javé dos exércitos como Governante ou ao homem? Eles puseram os interesses espirituais em primeiro lugar e obedeceram a Deus. Ageu relata:
“E Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jeozadaque, o sumo sacerdote, e todos os remanescentes do povo começaram a escutar a voz de Javé, seu Deus, e as palavras de Ageu, o profeta, visto que Javé, seu Deus o enviara; e o povo começou a temer por causa de Javé.” — Ageu 1:12.
Por causa da mensagem que o profeta lhes proclamou naquele dia da sexta lua nova do ano, o povo sabia de que lado estava este corajoso Ageu na questão de se obedecer a Deus ou ao homem. Davam-se conta de que Javé enviara Ageu e por isso o escutaram, como transmissor da mensagem do momento procedente de Javé. Acolheram de coração aberto o que ele tinha a dizer, embora fosse na forma duma repreensão. Compreenderam a argumentação de Deus com eles. Reconheceram seu fracasso, sua negligência. Tinham bons motivos para temer a Deus. Era o Comandante em Chefe dos exércitos celestiais quem falava por meio de seu profeta Ageu, e seu temor deste Deus dos exércitos venceu qualquer temor dos homens ou mesmo do Império Persa. Ainda precisavam de encorajamento, e Ageu foi então usado a dá-lo a eles:
“E Ageu, o mensageiro de Javé, prosseguiu dizendo ao povo de acordo com a comissão de mensageiro da parte de Javé, dizendo: ‘Eu estou convosco’, é a pronunciação de Javé.” — Ageu 1:13.
Que mensagem mais animadora poderiam receber estes judeus tementes a Deus? Os adversários vizinhos podiam ter todo o Império Persa do seu lado, mas os israelitas remidos, pelo proceder de obediência, tinham a Deus dos exércitos do seu lado. Javé não iria desagradar-se de eles prosseguirem e reconstruírem seu templo. Parafraseando-se a regra estabelecida por Jesus Cristo, mais de quinhentos e cinqüenta anos depois, era preciso dar a César (ou ao imperador) as coisas que pertenciam a César, mas as coisas pertencentes a Deus tinham de ser igualmente dadas a Deus, e as coisas Dele vêm em primeiro lugar. (Mateus 22:21) Por agirem de acordo com esta regra, Javé estaria com eles. Isto garantia o bom êxito da construção do templo.
Tendo então confiança no seu Deus Todo-poderoso, a nação empenhou-se na obra principal pela qual tinham feito a longa viagem de retorno, desde Babilônia até à sua pátria sagrada. Passaram-se mais de três semanas, não por causa de algum adiamento temeroso das operações mas para organizar tudo para um começo correto. Todos foram muito estimulados pelo Espírito invisível de Deus, e esta agiu como força motriz no íntimo deles. Então veio o dia vinte e quatro daquele mês lunar de elul, e o que aconteceu? Ageu estava lá; que ele nos conte. “E Javé passou a despertar o espírito de Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jeozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito de todos os remanescentes do povo; e começaram a entrar e a fazer a obra na casa de Javé dos exércitos, seu Deus. Isso foi no vigésimo quarto dia do sexto mês no segundo ano de Dario, o rei.” — Ageu 1:14, 15.
Esta era a solução para suas condições tão desapontadoras em sentido material e espiritual — a saber, obedecer a Deus como governante antes que ao homem, e prosseguir com a construção da casa de adoração de Deus. Que subissem ao monte coberto de floresta e derrubassem árvores, trazendo madeira para a construção da casa todo-importante. Não que o templo de Deus devesse ser construído todo de madeira. Mas as pedras do anterior templo demolido jaziam lá no local, e precisava-se mais de madeira para painéis e outros fins. Não era que Javé dos exércitos precisasse duma casa material, terrestre, como lar em que morar entre os judeus bem acomodados. Ele já tinha a sua moradia, não feita por mãos humanas, nos santos céus, e aquele templo de pedra e madeira, no monte Moriá, em Jerusalém, era apenas uma representação dum futuro templo espiritual, duma verdadeira casa de adoração do Deus Altíssimo. Era assim como disse Salomão, construtor do templo:
“Porém, morará Deus verdadeiramente na terra? Eis que os próprios céus, sim, o céu dos céus, não te podem conter; quanto menos, então, esta casa que construí!” — 1 Reis 8:27.
Por isso, Deus não moraria pessoalmente no templo reconstruído em Jerusalém, mas apenas por meio do seu Espírito, e por voltar Sua face ou sua atenção para aquele templo. Ele o santificaria ou tornaria uma casa santa, e esta seria o centro da adoração religiosa da nação inteira. Ali se ofereceriam sacrifícios a favor de pessoas ou da nação inteira, no único altar autorizado, e este seria o lugar no qual a nação se congregaria durante as suas três festividades anuais e no Dia da Expiação da nação inteira. O sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e todos os subsacerdotes poderiam ali oficiar a favor do povo. A nação de Israel manteria assim uma relação renovada com seu regente teocrático, Javé, e se manteria numa boa condição espiritual. Javé seria glorificado pela reconstrução do templo que levava seu nome e daria a conhecer seu beneplácito por derramar sobre eles bênçãos, bênçãos espirituais e materiais.
A mensagem inicial do profeta Ageu foi dirigida especialmente a “Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e [a] Josué, filho de Jeozadaque, sumo sacerdote”. (Ageu 1:1) Isto lhes impunha a obrigação de tomar a dianteira e dar, o exemplo correto a toda a nação. Entretanto, estes dois homens, o governador e o sumo sacerdote, sabiam o que podiam esperar dos adversários, se recomeçassem a construir o templo em Jerusalém. O que mostra a história que eles fizeram — obedecer a Javé dos exércitos como Governante ou ao homem? Eles puseram os interesses espirituais em primeiro lugar e obedeceram a Deus. Ageu relata:
“E Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jeozadaque, o sumo sacerdote, e todos os remanescentes do povo começaram a escutar a voz de Javé, seu Deus, e as palavras de Ageu, o profeta, visto que Javé, seu Deus o enviara; e o povo começou a temer por causa de Javé.” — Ageu 1:12.
Por causa da mensagem que o profeta lhes proclamou naquele dia da sexta lua nova do ano, o povo sabia de que lado estava este corajoso Ageu na questão de se obedecer a Deus ou ao homem. Davam-se conta de que Javé enviara Ageu e por isso o escutaram, como transmissor da mensagem do momento procedente de Javé. Acolheram de coração aberto o que ele tinha a dizer, embora fosse na forma duma repreensão. Compreenderam a argumentação de Deus com eles. Reconheceram seu fracasso, sua negligência. Tinham bons motivos para temer a Deus. Era o Comandante em Chefe dos exércitos celestiais quem falava por meio de seu profeta Ageu, e seu temor deste Deus dos exércitos venceu qualquer temor dos homens ou mesmo do Império Persa. Ainda precisavam de encorajamento, e Ageu foi então usado a dá-lo a eles:
“E Ageu, o mensageiro de Javé, prosseguiu dizendo ao povo de acordo com a comissão de mensageiro da parte de Javé, dizendo: ‘Eu estou convosco’, é a pronunciação de Javé.” — Ageu 1:13.
Que mensagem mais animadora poderiam receber estes judeus tementes a Deus? Os adversários vizinhos podiam ter todo o Império Persa do seu lado, mas os israelitas remidos, pelo proceder de obediência, tinham a Deus dos exércitos do seu lado. Javé não iria desagradar-se de eles prosseguirem e reconstruírem seu templo. Parafraseando-se a regra estabelecida por Jesus Cristo, mais de quinhentos e cinqüenta anos depois, era preciso dar a César (ou ao imperador) as coisas que pertenciam a César, mas as coisas pertencentes a Deus tinham de ser igualmente dadas a Deus, e as coisas Dele vêm em primeiro lugar. (Mateus 22:21) Por agirem de acordo com esta regra, Javé estaria com eles. Isto garantia o bom êxito da construção do templo.
Tendo então confiança no seu Deus Todo-poderoso, a nação empenhou-se na obra principal pela qual tinham feito a longa viagem de retorno, desde Babilônia até à sua pátria sagrada. Passaram-se mais de três semanas, não por causa de algum adiamento temeroso das operações mas para organizar tudo para um começo correto. Todos foram muito estimulados pelo Espírito invisível de Deus, e esta agiu como força motriz no íntimo deles. Então veio o dia vinte e quatro daquele mês lunar de elul, e o que aconteceu? Ageu estava lá; que ele nos conte. “E Javé passou a despertar o espírito de Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jeozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito de todos os remanescentes do povo; e começaram a entrar e a fazer a obra na casa de Javé dos exércitos, seu Deus. Isso foi no vigésimo quarto dia do sexto mês no segundo ano de Dario, o rei.” — Ageu 1:14, 15.