O marketing das religiões na América do Norte
Atualização:
Ao contrário do que acontece no Canadá, onde, segundo analistas, as pessoas têm uma tendência para serem cépticas quanto à religião, nos Estados Unidos as pessoas levam a sério os assuntos da fé. De acordo com algumas das principais agências de pesquisa de opinião, pelo menos 40% das pessoas que entrevistaram afirmam que vão à igreja toda semana, embora os números reais indiquem que, na verdade, esse percentual esteja mais perto dos 20%. Mais de 60% diz acreditar que a Bíblia é a Palavra de Deus. No entanto, seu entusiasmo por uma religião pode durar pouco. Muitos que freqüentam igrejas nos Estados Unidos mudam facilmente de religião. Se um pregador perder a popularidade ou o carisma, logo ele pode muito bem perder sua congregação, o que muitas vezes significa também perder um lucro significativo.
Algumas igrejas estudam técnicas comerciais para aprender a “comercializar” da melhor maneira os seus ofícios religiosos. Há congregações que pagam milhares de dólares a firmas que prestam consultoria a igrejas. De acordo com uma reportagem sobre essas firmas, um pastor satisfeito com o serviço disse: “Foi um ótimo investimento.” Megaigrejas com milhares de adeptos são tão bem-sucedidas financeiramente que chamam a atenção de periódicos especializados em negócios tais como The Wall Street Journal e The Economist. Eles relatam que é comum essas megaigrejas disponibilizarem “todo tipo de serviços para o corpo e para a alma”. As instalações das igrejas podem incluir restaurantes, cafés, salões de beleza, saunas e centros esportivos. As atrações incluem teatro, visitas de celebridades e música contemporânea. Mas o que ensinam os pregadores?
Não admira que o “evangelho da prosperidade” seja um tema popular. Os religiosos aprendem que se contribuírem generosamente para a sua igreja ficarão ricos e saudáveis. Quanto à moral, Deus muitas vezes é apresentado como tolerante. Um sociólogo diz: “As igrejas americanas cuidam do bem-estar das pessoas em vez de julgá-las.” Religiões populares costumam usar sugestões de auto-ajuda para auxiliar a pessoa a ser bem-sucedida. Cada vez mais pessoas se sentem bem em igrejas que não pertencem a uma denominação específica, cujas doutrinas, consideradas motivo de divisão, quase nunca são mencionadas. No entanto, fala-se de modo aberto e específico sobre política, o que ultimamente tem dado origem a alguns episódios embaraçosos para alguns clérigos.
Será que está havendo um reavivamento religioso na América do Norte? Em 2005, a revista Newsweek fez uma reportagem sobre a popularidade de “ofícios religiosos com gritos, desmaios, pés batendo no chão” e outras práticas religiosas. Mas ela destacou: “Seja o que for, não se trata de um grande aumento no número de pessoas indo à igreja.” Quando se pergunta às pessoas qual é a sua religião, a resposta mais comum é: “Nenhuma”. Se algumas congregações aumentam, isso acontece porque outras estão diminuindo. A evidência mostra que as pessoas estão abandonando aos milhares religiões convencionais, com suas cerimônias, música de órgão e clérigos vestidos a rigor.
Na nossa breve consideração, vimos que as igrejas estão sofrendo uma fragmentação na América Latina, perdendo adeptos na Europa e mantendo o apoio nos Estados Unidos por oferecer entretenimento e emoção. É claro que há muitas exceções a essas tendências, mas o quadro geral é o de igrejas lutando para manter a popularidade. Será que isso significa que o cristianismo está em declínio?
Veja o contexto do artigo:
Cf. Igrejas - Que rumo estão tomando?
Cf. Europa vira as costas às igrejas
Cf. O que está acontecendo nas igrejas?
Algumas igrejas estudam técnicas comerciais para aprender a “comercializar” da melhor maneira os seus ofícios religiosos. Há congregações que pagam milhares de dólares a firmas que prestam consultoria a igrejas. De acordo com uma reportagem sobre essas firmas, um pastor satisfeito com o serviço disse: “Foi um ótimo investimento.” Megaigrejas com milhares de adeptos são tão bem-sucedidas financeiramente que chamam a atenção de periódicos especializados em negócios tais como The Wall Street Journal e The Economist. Eles relatam que é comum essas megaigrejas disponibilizarem “todo tipo de serviços para o corpo e para a alma”. As instalações das igrejas podem incluir restaurantes, cafés, salões de beleza, saunas e centros esportivos. As atrações incluem teatro, visitas de celebridades e música contemporânea. Mas o que ensinam os pregadores?
Não admira que o “evangelho da prosperidade” seja um tema popular. Os religiosos aprendem que se contribuírem generosamente para a sua igreja ficarão ricos e saudáveis. Quanto à moral, Deus muitas vezes é apresentado como tolerante. Um sociólogo diz: “As igrejas americanas cuidam do bem-estar das pessoas em vez de julgá-las.” Religiões populares costumam usar sugestões de auto-ajuda para auxiliar a pessoa a ser bem-sucedida. Cada vez mais pessoas se sentem bem em igrejas que não pertencem a uma denominação específica, cujas doutrinas, consideradas motivo de divisão, quase nunca são mencionadas. No entanto, fala-se de modo aberto e específico sobre política, o que ultimamente tem dado origem a alguns episódios embaraçosos para alguns clérigos.
Será que está havendo um reavivamento religioso na América do Norte? Em 2005, a revista Newsweek fez uma reportagem sobre a popularidade de “ofícios religiosos com gritos, desmaios, pés batendo no chão” e outras práticas religiosas. Mas ela destacou: “Seja o que for, não se trata de um grande aumento no número de pessoas indo à igreja.” Quando se pergunta às pessoas qual é a sua religião, a resposta mais comum é: “Nenhuma”. Se algumas congregações aumentam, isso acontece porque outras estão diminuindo. A evidência mostra que as pessoas estão abandonando aos milhares religiões convencionais, com suas cerimônias, música de órgão e clérigos vestidos a rigor.
Na nossa breve consideração, vimos que as igrejas estão sofrendo uma fragmentação na América Latina, perdendo adeptos na Europa e mantendo o apoio nos Estados Unidos por oferecer entretenimento e emoção. É claro que há muitas exceções a essas tendências, mas o quadro geral é o de igrejas lutando para manter a popularidade. Será que isso significa que o cristianismo está em declínio?
Veja o contexto do artigo:
Cf. Igrejas - Que rumo estão tomando?
Cf. Europa vira as costas às igrejas
Cf. O que está acontecendo nas igrejas?