Aleijado — Enciclopédia Bíblica e Teológica
ALEIJADO
(Hb.: פִּסֵּחַ [pissēaḥ], “coxo, manco”; מוּם [mûm], “defeito, lesão, condição corporal desqualificante” em contexto cultual; Gr.: χωλός [chōlos], “coxo, manco”; κυλλός [kyllos], “com membro deformado ou incapacitado”)
“Aleijado” é uma designação portuguesa tradicional usada em traduções e obras bíblicas antigas para diferentes condições físicas. O termo, porém, não corresponde a uma única palavra hebraica ou grega nem a uma categoria médica uniforme. A Bíblia distingue cegueira, claudicação, alterações de membros, fraturas e outras limitações corporais, e uma exposição exegética deve conservar essas diferenças sempre que o contexto permita.
O estudo bíblico da deficiência exige também distinguir condição corporal, classificação ritual e avaliação moral. Levítico 21 regula funções sacerdotais; a narrativa de Mefibosete relaciona deficiência, vulnerabilidade e poder político; os Evangelhos e Atos apresentam pessoas com limitações corporais entre aquelas que recebem cura. Esses materiais não devem ser reduzidos a uma única ideia de “imperfeição” (Olyan, 2008: 26–46; Belser, 2019: 355–366).
Índice
- I. Terminologia bíblica e problemas de tradução
- II. Levítico 21: deficiência corporal e sacerdócio
- III. Deficiência na história de Davi
- IV. Jesus e pessoas com deficiência
- V. O homem de Atos 3.1–10
- VI. O homem de Listra em Atos 14.8–10
- VII. Síntese teológica
- VIII. Abreviaturas
- IX. Bibliografia
I. Terminologia bíblica e problemas de tradução
O vocabulário bíblico não organiza diferenças corporais segundo categorias clínicas modernas. Alguns termos descrevem capacidades comprometidas, como andar ou enxergar; outros pertencem a sistemas classificatórios cultuais. A categoria moderna “deficiência” pode servir como instrumento analítico, mas não deve substituir a terminologia própria dos textos antigos (Olyan, 2008: 26–46).
A. פִּסֵּחַ (pissēaḥ)
פִּסֵּחַ (pissēaḥ) é usado para alguém cuja locomoção é comprometida. Em Lv 21.18 aparece entre as condições corporais que afetam o exercício de determinadas funções sacerdotais; em 2Sm 5.6–8 integra a expressão “cegos e coxos”. Em português, “coxo” ou “manco” geralmente preserva melhor a especificidade da palavra do que o termo amplo “aleijado”.
O vocábulo não determina a causa da condição. Isoladamente, não permite afirmar se a limitação é congênita, traumática, infecciosa ou resultante de outro processo. A etiologia só deve ser estabelecida quando o próprio texto acrescenta essa informação.
B. מוּם (mûm)
Em Lv 21, מוּם (mûm) funciona como categoria abrangente para condições corporais que restringem a elegibilidade de descendentes de Arão para determinadas atividades sacerdotais. Milgrom lê essa unidade dentro da lógica levítica de integridade cultual, em que sacerdote, altar e oferta são regulados por exigências específicas (Milgrom, 2000: 1825).
A palavra, portanto, não deve ser entendida como diagnóstico médico neutro. Olyan mostra que classificações corporais no AT possuem também dimensão social: determinadas diferenças passam a produzir consequências de inclusão, exclusão ou limitação funcional dentro de instituições específicas (Olyan, 2008: 26–46).
C. χωλός (chōlos) e κυλλός (kyllos)
No NT, χωλός (chōlos) é o principal termo para pessoas cuja capacidade de caminhar está comprometida. Aparece, entre outros textos, em Mt 15.30; 21.14; At 3.2 e 14.8. Em Atos, a narrativa especifica que os homens de At 3 e 14 apresentavam a condição desde o nascimento.
Mateus 15.30 coloca χωλούς ao lado de κυλλούς, indicando que o evangelista distingue condições que traduções portuguesas antigas podem reunir sob “aleijado”. κυλλός pode designar um membro deformado ou incapacitado. A distinção lexical recomenda evitar a homogeneização das duas palavras.
II. Levítico 21: deficiência corporal e sacerdócio
Levítico 21.16–23 é o principal texto legal do AT sobre condições corporais e exercício sacerdotal. A passagem dirige-se aos descendentes de Arão e delimita sua aproximação ao altar e às zonas de maior sacralidade. Seu objetivo imediato não é formular uma antropologia geral da deficiência, mas estabelecer requisitos para funções cultuais específicas.
A. A lista de condições corporais
Lv 21.18–20 enumera cegueira, claudicação, alterações de membros, fraturas e outras condições. Algumas expressões hebraicas são difíceis e recebem traduções diferentes. A lista, portanto, não deve ser convertida em catálogo clínico moderno nem associada automaticamente a patologias específicas.
Milgrom situa a passagem dentro do sistema levítico de integridade ritual e observa a concentração da unidade sobre מוּם e a aproximação do sacerdote ao santuário (Milgrom, 2000: 1825). Belser, abordando o mesmo texto a partir dos estudos da deficiência, chama atenção para a estética corporal pressuposta pela exclusão de certas pessoas do serviço sacrificial (Belser, 2019: 355–366).
B. O alcance da restrição
A própria passagem limita a proibição. O descendente de Arão que possui uma das condições listadas não deve aproximar-se para oferecer o alimento de seu Deus nem aproximar-se do véu ou do altar (Lv 21.17, 21, 23). Lv 21.22, porém, declara expressamente que ele pode comer das coisas santas e santíssimas.
Isso impede uma leitura de exclusão religiosa total. O sacerdote não perde sua genealogia nem é expulso da família sacerdotal. A restrição é funcional e espacial: certas tarefas e zonas cultuais permanecem vedadas, enquanto o pertencimento sacerdotal e a participação nos alimentos sagrados continuam reconhecidos (Belser, 2019: 355–366).
C. Santidade ritual e dignidade pessoal
É incorreto converter a exigência ritual de Lv 21 em afirmação de que pessoas com deficiência seriam moral ou espiritualmente inferiores. O texto não estabelece essa equivalência. Sua lógica pertence à ordenação levítica do santuário, na qual integridade corporal, integridade das ofertas e proximidade do altar são reguladas de maneira própria.
Uma leitura histórica, porém, também não deve ocultar que a classificação produz diferenciação real. Olyan e Belser mostram que essas categorias têm efeitos sociais e corporais concretos, mesmo quando não envolvem culpa moral (Olyan, 2008: 26–46; Belser, 2019: 355–366).
III. Deficiência na história de Davi
A narrativa davídica contém alguns dos usos mais complexos da deficiência no AT. É necessário distinguir a linguagem problemática dos “cegos e coxos” na tomada de Jerusalém, em 2Sm 5.6–8, da história de Mefibosete, cuja deficiência é narrativamente explicada e acompanha sua trajetória política.
A. Os “cegos e coxos” de 2 Samuel 5.6–8
Em 2Sm 5.6, os jebusitas provocam Davi afirmando que “cegos e coxos” seriam suficientes para impedi-lo de entrar na fortaleza. A formulação funciona como retórica de confiança na defesa de Jerusalém: até aqueles considerados inadequados para combate seriam capazes de deter o invasor.
O v. 8 é mais difícil. A expressão sobre os “odiados”, a referência ao צִנּוֹר e o provérbio final apresentam problemas textuais e sintáticos. McCarter trata 2Sm 5.6–8 como passagem de reconstrução incerta e discute justamente essas dificuldades textuais (McCarter, 1984: 135–140).
O dito “o cego e o coxo não entrarão na casa” também é ambíguo quanto ao referente de “casa”. O MT apresenta simplesmente “casa”, enquanto a tradição grega explicita uma referência cultual. Por isso, o trecho não pode ser usado como estatística sobre a quantidade de pessoas com deficiência em Israel nem como princípio geral de sua exclusão social.
B. Mefibosete e a origem de sua deficiência
2Sm 4.4 fornece uma etiologia narrativa explícita para a condição de Mefibosete. Ao chegar a notícia da morte de Saul e Jônatas, sua ama foge com a criança; na pressa, ele cai e passa a ser descrito como פִּסֵּחַ. A deficiência, portanto, é apresentada como adquirida em consequência de um acidente durante a fuga.
O detalhe associa corporalmente Mefibosete ao colapso da casa de Saul. Sua deficiência surge no mesmo momento em que sua dinastia perde rei e herdeiro. Schipper demonstra que a narrativa utiliza essa condição como elemento relevante para questões de poder, identidade e representação política, e não apenas como informação biográfica (Schipper, 2006: 100–123).
C. Mefibosete à mesa do rei
Em 2Sm 9, Davi procura um sobrevivente da casa de Saul a quem possa demonstrar lealdade por causa de Jônatas. Ziba identifica um filho de Jônatas “coxo dos dois pés” (2Sm 9.3), e a narrativa encerra a unidade repetindo a condição de Mefibosete (2Sm 9.13).
Davi lhe restitui terras pertencentes a Saul e lhe concede lugar permanente à mesa real. O texto combina, assim, vulnerabilidade corporal, dependência política e honra cortesã. A deficiência permanece parte da caracterização de Mefibosete, mas não esgota sua identidade narrativa.
D. Corpo, dependência e vulnerabilidade política
Os episódios posteriores aprofundam essa tensão. Em 2Sm 16.1–4, Ziba acusa Mefibosete durante a fuga de Davi e recebe seus bens. Em 2Sm 19.25–31, Mefibosete apresenta outra versão e afirma que sua condição física o impediu de preparar a montaria e acompanhar o rei.
A deficiência torna-se parte das condições materiais de sua dependência. Schipper adverte contra leituras que transformem Mefibosete em símbolo transparente de impotência: a narrativa trabalha conjuntamente corpo, dinastia, lealdade, propriedade e acesso ao poder (Schipper, 2006: 100–123).
IV. Jesus e pessoas com deficiência
Nos Evangelhos, pessoas cegas, coxas e portadoras de outras limitações corporais aparecem entre aquelas que procuram Jesus. Os relatos não funcionam como descrições clínicas; sua ênfase recai sobre restauração, autoridade e, em determinados contextos, expectativa messiânica.
A. Mateus 15.30–31
Mateus 15.30 reúne χωλούς, κυλλούς, cegos, mudos e “muitos outros”. A enumeração distingue condições corporais diversas. O v. 31 descreve os resultados em termos de capacidades restauradas: pessoas falam, recuperam funções corporais, caminham e veem.
O quadro é coletivo e teológico, não diagnóstico. A restauração visível conduz a multidão a glorificar o Deus de Israel. O interesse de Mateus está no significado das curas para a identidade e a missão de Jesus.
B. Mateus 21.14 e o templo
Depois da ação de Jesus contra vendedores e compradores, Mt 21.14 afirma que cegos e coxos se aproximam dele no templo e são curados. A cena não deve ser explicada mediante a afirmação simplista de que pessoas com deficiência estariam genericamente proibidas de entrar no recinto.
Luz observa que não se deve construir uma oposição artificial na qual o judaísmo simplesmente exclui cegos e coxos e Jesus seria o primeiro a lhes permitir aproximação; a situação histórica e textual é mais complexa (Luz, 2005: 12–13). O contraste seguro está na própria narrativa de Mateus: Jesus expulsa atividades que profanam a função do templo e, no mesmo espaço, recebe e cura pessoas vulneráveis.
C. Cura e expectativa messiânica
Mateus já havia associado a restauração de cegos e coxos à resposta enviada a João Batista: “cegos veem e coxos andam” (Mt 11.5). A formulação ecoa a linguagem de restauração de Is 35.5–6.
As curas, portanto, não são apenas demonstrações isoladas de poder. Elas participam da caracterização messiânica de Jesus: capacidades corporais restauradas funcionam como sinais narrativos de que a intervenção prometida de Deus está se manifestando.
V. O homem de Atos 3.1–10
Atos 3 apresenta um dos relatos mais detalhados do NT sobre uma pessoa com deficiência de locomoção. Lucas informa duração da condição, dependência social, localização no templo e restauração corporal, mas não oferece um diagnóstico clínico moderno.
A. “Coxo desde o ventre de sua mãe”
At 3.2 apresenta o homem como χωλὸς ἐκ κοιλίας μητρὸς αὐτοῦ, “coxo desde o ventre de sua mãe”. A narrativa, portanto, descreve a condição como presente desde o nascimento. Por isso, o homem precisava ser carregado diariamente até a porta do templo.
Essa dependência prepara o contraste do relato. Aquele que inicialmente precisa ser transportado termina a cena caminhando por seus próprios meios ao lado de Pedro e João.
B. Pés e tornozelos fortalecidos
Atos 3.7 afirma que imediatamente foram fortalecidas αἱ βάσεις αὐτοῦ e τὰ σφυδρά, seus pés e tornozelos. A especificidade lexical acrescenta precisão corporal, mas não autoriza diagnóstico médico retrospectivo.
Keener observa que esse vocabulário também aparece em literatura médica, mas que os termos circulavam no grego mais amplo e não provam, isoladamente, a utilização de uma terminologia técnica especializada (Keener, 2013: 1071–1072). Parsons situa a descrição dentro do modo antigo de relacionar corpo, aparência e caráter, mostrando por que a linguagem corporal de Lucas deve ser lida culturalmente antes de ser medicalizada (Parsons, 2011: 111–121).
C. Andar, saltar e entrar no templo
At 3.8 acumula ações: o homem salta, fica em pé, anda, entra no templo, continua caminhando e saltando e louva a Deus. A repetição do movimento é deliberada. Keener relaciona o “saltar” à linguagem de Is 35.6 e observa a ênfase lucana na demonstração pública da nova capacidade (Keener, 2013: 1072).
O episódio passa da dependência à mobilidade e da posição junto à porta à entrada no templo. O sinal prepara o discurso de Pedro e participa da apresentação de Atos segundo a qual a ação de Jesus continua por meio dos apóstolos (Fitzmyer, 1998: 279; Keener, 2013: 1041–1072).
VI. O homem de Listra em Atos 14.8–10
O segundo grande relato de cura de uma pessoa incapaz de andar em Atos ocorre em Listra. Sua redação é breve, mas Lucas acumula elementos para enfatizar a duração e a gravidade funcional da condição antes de narrar a cura.
A. A tripla descrição da incapacidade
At 14.8 descreve o homem como ἀδύνατος ... τοῖς ποσίν, “incapaz nos pés”; χωλὸς ἐκ κοιλίας μητρὸς αὐτοῦ, “coxo desde o ventre de sua mãe”; e alguém que οὐδέποτε περιεπάτησεν, “nunca tinha andado”. A acumulação impede que sua condição seja tratada como detalhe secundário.
Keener observa que a formulação estabelece paralelos fortes com Atos 3 e integra a construção lucana da continuidade entre Pedro e Paulo (Keener, 2013: 2129–2130).
B. O paralelo entre Pedro e Paulo
A correspondência entre os dois episódios é visível:
Atos 3: homem coxo desde o nascimento
↕
Atos 14: homem coxo desde o nascimento
Pedro fixa o olhar
↕
Paulo fixa o olhar
o homem anda e salta
↕
o homem salta e anda
O paralelo não exige identidade completa entre os relatos. Sua função literária é mostrar que a atuação de Paulo pertence à mesma missão apostólica já representada pela atuação de Pedro. A continuidade é teológica antes de ser biográfica (Keener, 2013: 2129–2130).
C. Cura e interpretação do sinal
Paulo percebe que o homem possui “fé para ser salvo/curado” e ordena que se ponha de pé. Ele salta e começa a andar (At 14.9–10). A reação pública, porém, difere radicalmente de Atos 3: a multidão interpreta a cura segundo categorias religiosas locais e tenta tratar Barnabé e Paulo como deuses.
O relato mostra que o sinal não é autoexplicativo. A cura precisa ser interpretada, e Paulo e Barnabé rejeitam a deificação dos missionários. O poder manifestado não é apresentado como propriedade autônoma dos apóstolos (Keener, 2013: 2129–2130).
VII. Síntese teológica
Os textos examinados não permitem construir uma teologia bíblica da deficiência baseada na equivalência entre limitação corporal e pecado. Levítico regula elegibilidade ritual; Samuel mostra deficiência em contextos de conflito dinástico e vulnerabilidade política; Mateus e Atos narram pessoas concretas que recebem cura.
Levítico 21 é particularmente importante porque distingue restrição cultual de pertencimento sacerdotal. O sacerdote com מוּם não exerce determinadas funções junto ao altar, mas continua pertencendo à casa sacerdotal e pode comer das ofertas santas. O texto classifica corpos para fins rituais; não declara inferioridade moral (Milgrom, 2000: 1825; Belser, 2019: 355–366).
Mefibosete impede outra generalização. Sua deficiência é adquirida num acidente e passa a interagir com sua situação política. O texto não o apresenta como moralmente defeituoso por causa do corpo. Sua história mostra antes como condições corporais podem afetar mobilidade, dependência, acesso e credibilidade em ambientes de poder (Schipper, 2006: 100–123).
Nos Evangelhos e em Atos, a restauração de pessoas com deficiência pode possuir significado messiânico e escatológico, especialmente quando a narrativa ecoa Is 35. A cura, porém, não autoriza a conclusão inversa de que uma pessoa não curada seja espiritualmente inferior. O movimento teológico está na manifestação do poder restaurador de Deus, não na estigmatização do corpo diferente.
A distinção fundamental do verbete pode ser resumida assim:
deficiência corporal
≠
culpa moral automática
≠
inferioridade espiritual
A Bíblia pode utilizar cegueira, surdez, tropeço ou claudicação metaforicamente em outros contextos, mas essas metáforas devem ser demonstradas passagem por passagem. Pessoas reais com deficiência não devem ser transformadas, sem base textual, em símbolos automáticos de pecado ou deformidade interior.
VIII. Abreviaturas
AT — Antigo Testamento
NT — Novo Testamento
MT — Texto Massorético
LXX — Septuaginta
IX. Bibliografia
Belser, Julia Watts. “Priestly Aesthetics: Disability and Bodily Difference in Leviticus 21.” Interpretation 73.4 (2019): 355–366.
Fitzmyer, Joseph A. The Acts of the Apostles: A New Translation with Introduction and Commentary. Anchor Bible 31. New York: Doubleday, 1998.
Keener, Craig S. Acts: An Exegetical Commentary. v. 2: 3.1–14.28. Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2013.
Luz, Ulrich. Matthew 21–28: A Commentary. Hermeneia. Trad. James E. Crouch. Minneapolis: Fortress Press, 2005.
McCarter, P. Kyle, Jr. II Samuel: A New Translation with Introduction, Notes and Commentary. Anchor Bible 9. Garden City, NY: Doubleday, 1984.
Milgrom, Jacob. Leviticus 17–22: A New Translation with Introduction and Commentary. Anchor Bible 3A. New York: Doubleday, 2000.
Olyan, Saul M. Disability in the Hebrew Bible: Interpreting Mental and Physical Differences. Cambridge: Cambridge University Press, 2008.
Parsons, Mikeal C. Body and Character in Luke and Acts: The Subversion of Physiognomy in Early Christianity. Waco, TX: Baylor University Press, 2011.
Schipper, Jeremy. Disability Studies and the Hebrew Bible: Figuring Mephibosheth in the David Story. Library of Hebrew Bible/Old Testament Studies 441. New York: T&T Clark, 2006.
Cite este artigo
GALVÃO, Eduardo. “Aleijado”. In: GALVÃO, Eduardo (ed.) et al. Enciclopédia Bíblica e Teológica. Biblioteca Bíblica. Disponível em: [inserir URL do verbete]. Acesso em: [data].
