Arca da Aliança (Pacto)
Atualização:
Arca da Aliança
A arca sagrada, tida como lugar da manifestação de Yahweh.
Era chamada “arca da aliança”, servindo de símbolo visível da presença de
Yahweh. O vocábulo hebraico traduzido em português por “arca” significava apenas
caixa ou cofre; era transporta da pelos sacerdotes em expedições militares,
pois julgava-se que ela era motivo de proteção para os israelitas (Números 10:33;
Deuteronômio 1:33). Essa caixa era feita de madeira de acácia, de forma retangular,
com cerca de 1,10 m de comprimento por cerca de 0,70 m de largura e de altura
(Êxo. 25:10 - ver especificações e descrições da arca, nesse capítulo). Era
forrada de ouro por dentro e por fora, com uma beirada de ouro. Tinha quatro
pés, cada qual com uma argola de ouro. (vs. 12), onde eram permanentemente
inseridas varas de madeira de acácia recobertas de ouro (vs. 13-15). Vários
povos da antiguidade tiveram caixas sagradas, onde eram guardados os ídolos,
símbolos dos ídolos ou outras relíquias sagradas.
Naturalmente, várias nações
circunvizinhas consideravam a arca como o deus de Israel, ou associada a algum
a forma de idolatria física (I Sam. 4:6,7). A arca foi capturada pelos
filisteus na segunda batalha de Ebenezer, o que só trouxe infortúnios para
eles, de tal modo que a devolveram aos israelitas (ver I Sam. 4:6). Ficou em Quiriate-Jearim
até que Davi a instalou no novo santuário de Jerusalém . Subseqüentem ente, foi
transferida para o templo de Salomão e colocada no Santo dos Santos (ver II
Sam. 6 e I Reis 8:1-11). Nela estavam guardadas as duas tábuas de pedra, onde haviam
sido escritos os dez mandamentos, as condições do pacto divino. Daí deriva-se o
nome dessa caixa: arca da aliança. Os outros objetos guardados na arca, como o
vaso de ouro com maná e a vara de Aarão, que florescera (ver Heb. 9:4), talvez
pertencessem a uma outra época, tendo-se perdido ou perecido de alguma outra
maneira, antes da construção do templo de Salomão. O trecho de I Reis 8:9
declara que só as tábuas do decálogo eram guardadas na arca.
A tampa da arca
era o propiciatório, lugar onde era aspergido o sangue no Dia da Expiação (ver
Êxo. 25:17 e 26:34), uma das mais importantes instituições de Israel. A arca,
nesse período de sua história, era vista somente pelo sumo sacerdote, e somente
uma vez por ano. Sobre o propiciatório havia os querubins, um em cada
extremidade. Em certo sentido, ali ficava o trono místico de Yahweh. O que
sucedeu mais tarde à arca, não se sabe. A tradição afirma que não havia arca no
segundo templo (Menahot 27b; Josefo, Guerras, v.5). No judaísmo há “arcas” que são caixas onde são guardados os rolos
da Torah, ou lei. Seja como for, Jeremias predisse que chegariam dias quando
não m ais se buscaria a arca (Jer. 3:16), porquanto Jerusalém inteira
tomar-se-ia o trono de Yahweh. Símbolos espirituais envolvidos na arca:
1. Era sinal do pacto entre Deus e os homens, ratificado
pela lei e inaugurado pelo sacrifício expiatório (Lev. 16:2). ]Em termos
cristãos, representa Cristo, o nosso sacrifício (João 1:29; Heb. 9:24). Há um
novo pacto, ou novo testamento (H eb. 7:22 e 9:15).
2. Representava a presença e proteção de Deus (Jos. 3:3;
4:10). Em termos cristãos, isso se concretiza em nosso favor através da missão
de Cristo. A providência divina nos é estendida em Cristo (Efé. 1:7).
3. As teofanias. Deus
pode aparecer e realmente aparece ao homem, comunicando-se com ele (ver o artigo
sobre o misticismo). Jeremias percebeu isso quando viu que Jerusalém inteira
tomar-se-ia o lugar da manifestação de Deus, mostrando a descontinuação da arca
material. Agora Cristo é a teofania de Deus ( João 1:14). Em Cristo há
revelação, porque nEle Deus comunica-se
com os homens. No contexto do Antigo Testamento, ver Êxo. 24:22 e Núm. 7:89. No
contexto do Novo Testamento, ver João 1:18. O fato de que Deus se revela, prova
a verdade que há no teísmo (ver o
artigo), isto é, que Deus criou, comunica-se, intervém e está interessado em
Sua criação. Isso contrasta com o deísmo (ver o artigo), ou seja, que há um
Deus ou uma força cósmica criativa, mas que teria abandonado a criação,
deixando-a ao encargo das leis naturais.