Arca de Noé
Atualização:
Arca de Noé
Em hebraico temos a palavra
tebbah e aron. A primeira designa a embarcação construída por Noé; e a segunda,
a arca da aliança (ver o artigo seguinte). Talvez a palavra original seja o
termo egípcio db’t, que significa caixa (ver Gên. 6-9). No livro de Gênesis,
tebhah designa a embarcação que Noé construiu
por mandato divino, a fim de que ele e sua família fossem salvos do dilúvio.
Tinha 137m de comprimento, 23m de largura e 14m de altura. Foi construída com
madeira de cipreste, embora alguns estudiosos pensem no pinho ou no cedro. Havia três andares e estava dividida em compartimentos. Possuía um respiradouro
e um a porta em um dos lados. Foi construída estanque interna e externamente,
com o uso de piche (ver Gên. 6:14 - 8:16).
O trecho de Gênesis 6:14 tem sido interpretado
como se as tábuas fossem mantidas no lugar por meio de ripas (se alguém ler qanim
em lugar de qinnim). Se assim sucedeu, então o conjunto inteiro recebeu uma cobertura
de betume. No tocante aos três andares, alguns têm entendido que isso refere-se
a três camadas de tábuas, cruzando-se, formando os lados da embarcação. O
respiradouro aparentemente foi feito no teto, p ara deixar entrar luz e ar. Aparentemente,
a arca foi feita apenas para flutuar, sem qualquer meio de propulsão ou
controle. Noé recebeu instruções cento e vinte anos antes do tempo do dilúvio
(ver Gên. 6:3,13,14; II Ped. 2:5). É possível que o dilúvio tenha sido a última
ocasião em que a posição dos pólos se alterou, com o conseqüente desastre
ecológico do dilúvio, devido às mudanças de posição na crosta terrestre.
Quanto
a detalhes sobre essa ideia, e outras informações gerais, ver o artigo sobre o
dilúvio. Simbolismo da arca de Noé. Ela
simboliza a segurança ante a destruição, ou a salvação em vista do julgamento,
provisões da misericórdia e da graça de Deus. Assim Jesus empregou a narrativa
sobre a arca, em Mat. 24:38,39; Luc. 17:27. O trecho de Hebreus 11:7 usa a arca
como símbolo e exemplo de fé. A passagem de II Pedro 2:5 usa o símbolo da mesma
maneira que Jesus. Portanto, a arca é símbolo ou tipo de Cristo, o Salvador. Sua
carga. Noé e sua família, oito pessoas
ao todo (ver Gên. 7:7; II Ped. 2:5) e uma parte de animais imundos, além de
sete pares de animais limpos, sete pares de aves e alguns pares de répteis.
Alguns têm indagado, com certa razão, se uma embarcação de dimensões bastante
modestas, poderia conter representantes de todas as espécies de animais da
terra. Dizer tal coisa é um manifesto absurdo, pelo que devemos supor que os
animais mencionados são os animais nativos da área onde Noé vivia. As pessoas que
têm procurado demonstrar que a arca de Noé poderia conter todos os animais da
terra, cada espécie representada aos pares, não têm noção do fantástico número
de espécies de animais que existem . Um zoólogo coraria de vergonha se tivesse
que declarar que uma embarcação das dimensões da arca poderia conter todas as
espécies de animais. Mas, as pessoas que ignoram o fato, também não coram de
vergonha. Há evidências significativas que indicam que o dilúvio foi parcial,
apesar de vasto.
A China, por exemplo, permaneceu seca, o que explicaria o
imenso número de chineses e outros povos amarelos, hoje em dia. Quando ocorrem
os grandes cataclismos, eles rearranjam a posição dos continentes. Vastas
áreas, antes ocupadas pelos homens, tornam-se fundo de oceanos, e oceanos
tornam-se regiões habitadas. Portanto, esses desastres, em bora de proporções gigantescas,
nunca são absolutos. Fenômenos dessa natureza são mais amplamente comentados no
artigo sobre o dilúvio. A arca trazia
uma carga simbólica, mostrando o interesse de Deus por toda espécie de vida.
Ele desejava a preservação e a propagação de todas essas formas de vida, e não
apenas da vida humana. Isso fala sobre o amor de Deus como absolutamente
universal. Se Deus queria salvar meros ursos e porcos, certamente devia estar
interessado por cada ser humano, sem qualquer exceção. Isso é o que afirmam os
textos de I João 2:2; João 3:16 e I Timóteo 2:4. Alguns pontos de vista
teológicos, entretanto, têm preferido limitar o ilimitado, rebaixar aquilo que é
moral e espiritualmente elevado, estabelecendo fronteiras naquilo que não pode
ser medido.
Uma desgraça! Notemos que o relato sobre a descida de Cristo ao
hades, a fim de anunciar a Sua mensagem aos espíritos dos mortos (ver I Pedro
3:18 - 4:6), é dada em conexão com a narrativa do dilúvio. Isso serve para
ilustrar ainda mais a qualidade da misericórdia e do amor divinos, aumentando
nossa compreensão sobre as dimensões do evangelho. Ver o artigo sobre a Descida
de Cristo ao Hades.
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