Qual o Objetivo da Vida?
Atualização:
Qual o Objetivo da Vida?
Sendo simples e direto, o objetivo da vida é fazer a vontade
de Deus que pode tornar a vida mais plena e mais satisfatória, para que depois,
no fim da vida, não precisemos pensar: “Eis que tudo era vaidade e um esforço
para alcançar o vento.” Embora muitos tenham achado que podiam servir melhor a Deus
por desenvolverem seus próprios talentos e suas inclinações, quer nas artes,
quer na educação ou na medicina, ainda assim não encontramos nenhum indício nas
Escrituras de que estas coisas conduzissem à vida eterna. Embora o trabalho
árduo seja chamado de “dádiva de Deus” e possa dar alegria à pessoa que se
empenha nele, ainda assim, conforme disse Salomão, é odioso pensar que se deixa
tudo para trás, ao morrer, para outros que seguem. Portanto, quanto melhor é
devotarmos nossos esforços principais à realização duma obra que tem futuro,
duma obra que conduz à vida eterna. Não há nenhuma vaidade nisso. Aquele que
faz o bem pode ficar em situações difíceis tanto quanto o iníquo, mas a sua
vida ainda tem um objetivo, um propósito, e a orientação e a bênção do Senhor.
— Ecl. 2:10, 11, 18; 3:13; 8:14.
Muitas religiões tem ensinado que o serviço de Deus não é
para todos, e que se precisa ter uma vocação especial para o ministério. Embora
a Bíblia mencione uma “chamada”, não se refere ao convite de participar no ministério,
pois ninguém fica excluído de adorar e de louvar seu Criador — o que foi bem
compreendido pelos primitivos cristãos. Paulo se referiu a isso em Filipenses
3:14 como sendo o “prêmio da chamada para cima, da parte de Deus, por meio de
Cristo Jesus”. Romanos 8:30 mostra que estes são declarados justos por Deus e
são glorificados. Pedro escreveu a estes: “Fazei tanto mais o vosso máximo para
vos assegurar da vossa chamada e escolha . . . assim vos será ricamente
suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” —
2 Ped. 1:10, 11.
Mas não se requer nenhuma chamada divina especial para se
entrar no ministério. Deus não cochicha a alguém: “Isto é para você”,
desconsiderando os outros. Tampouco nega a chamada a alguns porque as finanças
tornam impossível o treinamento num seminário. Muitas igrejas ficam preocupadas
porque muitos de seus paroquianos hesitam em pensar em ingressar no ministério,
mesmo quando convidados a isso pelas suas organizações religiosas. Alguns
relatam que um dos fatores nisso é a renda baixa. Outros se preocupam com as
mudanças que vêem ocorrer. Talvez se oponham ao celibato clerical ou se sintam
confusos por causa das mudanças na sua igreja, vendo “santos” ser tirados do
calendário religioso, missas no vernáculo’ ofícios de iê-iê-iê, sacerdotes e
ministros em piquetes de grevistas, questões do controle da natalidade,
ingerência religiosa em questões sociais e políticas e até mesmo tentativas de
mudar os princípios bíblicos em troca duma “moralidade moderna”. Estas e outras
idéias induziram alguns a se afastarem das igrejas, por acharem que elas não
mais têm uma mensagem significativa para eles. Não ouvem nenhuma chamada da
parte de Deus. De fato, alguns acham que Deus está morto.
Conforme disse o Deão William Cannon, da Universidade Emory:
“Cada vez menor número de estudantes em nossas faculdades revelam qualquer
interesse no ministério.” O U.S. News World Report declarava: “Ministros
aos milhares abandonam por completo a igreja . . . Ao todo, as
estatísticas fornecidas pela Associação Nacional de Renovação Pastoral, em
setembro, mostram que a proporção da desistência dos sacerdotes do ministério
ativo, até o momento no ano corrente, aumentou em 31 por cento sobre 1967
. . . milhares de freiras — calculadamente 3.600 em 1966 — também
abandonam suas ordens.” A notícia continuava, dizendo que a Igreja Metodista
Unida tem procurado arranjar fundos para treinar novos ministros, visto que tem
apenas 3.000 clérigos para as suas 42.000 congregações. Em vista dessa
tendência em muitas igrejas, não é surpreendente encontrar no Times de Nova
Iorque, de 8 de março de 1969, a referência a uma organização nacional com
quatorze escritórios em grandes cidades dos Estados Unidos, destinada a ajudar
sacerdotes e freiras a abandonar seu trabalho religioso para encontrar emprego
secular.
Outro motivo porque muitos acham que não há lugar para eles
no serviço de Deus é o da distinção entre clérigos e leigos, fomentada nas
igrejas. Contudo, não houve nenhuma divisão entre clérigos e leigos no
primitivo cristianismo e não existe nenhuma hoje no verdadeiro cristianismo.
Quer alguém tenha esperança celestial, quer espere viver para sempre na terra
paradísica, quando se fizer plenamente a vontade de Deus aqui, ainda assim,
cada um tem uma responsabilidade perante Deus como ministro, em harmonia com o
que se especifica nas Escrituras. A separação duma classe clerical remonta à
adoração babilônica, pagã. Não se encontra nenhum precedente para ela no
ministério de Jesus ou de seus discípulos.
Conforme diz a Cyclopœdia de M’Clintock e Stroog: “A grande
comissão em Mat. xxviii, 19, 20, não foi dada apenas aos onze apóstolos, mas
sim ao grupo geral dos discípulos . . . De modo que, no dia de
Pentecostes, a massa inteira dos crentes, em Jerusalém, parece ter sido
inspirada com poderes pregadores.” Embora se refira a uma “distinção técnica
entre clérigos e leigos”, passa a dizer que esta “é quase desconsiderada no
Novo Testamento, e verificamos que os membros da Igreja, quer oficiais, quer
particulares, homens ou mulheres, exerciam livremente a sua liberdade de
proclamar Jesus em toda a parte”.
Mais estudos bíblicos...
