Necessidade de Purificar a Mente

Necessidade de Purificar a Mente

Necessidade de Purificar a Mente



É evidente que precisa haver uma purificação da mente, se há de haver uma implantação do modo correto de pensar baseado na Palavra de Deus. Precisa-se afastar toda a imundície da carne e aquela coisa supérflua, a maldade moral, para se poder dedicar o tempo e a energia a aceitação da implantação da Palavra de Deus na mente. É simplesmente impossível fazer ambas as coisas ao mesmo tempo. Água doce e água amarga não podem sair da mesma fonte. (Tia. 3:11) É absolutamente necessário que a pessoa mude seu modo de pensar e de fazer as coisas, se a verdade da Palavra de Deus há de ser implantada nela e crescer.

Há uns dezenove séculos atrás, quando Jesus estava sentado à beira do Mar da Galileia, vieram a ele grandes multidões para ouvir as suas palavras de sabedoria. Ele falava de modo diferente de todos os outros que já haviam falado. Quando a multidão aumentou, Jesus subiu a bordo dum barco e remou ao largo da praia. Daí, usando a superfície da água como caixa de ressonância, dirigiu-se a uma grande multidão de pessoas à beira do mar. Jesus usava muitas vezes ilustrações para frisar os pontos em questão, e em Mateus, capítulo 13, registra-se que este foi o método que usou nesta ocasião. Uma das diversas ilustrações apresentadas por Jesus à multidão referia-se a um semeador. Ele contou com bastantes pormenores que o semeador lançou algumas sementes à beira da estrada, também em lugares pedregosos e entre espinhos. Prosseguiu dizendo que outras sementes caíram em solo bom e começaram a dar muito fruto. As pessoas que escutavam esta parábola, naturalmente, podiam tirar as suas próprias conclusões quanto ao seu significado, se quisessem usar a sua faculdade de raciocínio. Mas com a explicação de Jesus a respeito da ilustração, falando do que ele queria dizer, seus ouvintes podiam compreender o verdadeiro sentido.

Os discípulos de Jesus se interessavam em saber exatamente o que ele quis dizer, e por isso o interrogaram: “Por que é que lhes falas usando ilustrações?” Em resposta, Jesus disse: “A vós é concedido entender os segredos sagrados do reino dos céus, mas a esses não é concedido. Pois a todo aquele que tiver, dar-se-á mais e far-se-á abundar; mas a todo o que não tiver, até mesmo o que tiver será tirado dele.” (Mat. 13:10-12) Os doze discípulos de Jesus já haviam obtido muitas informações boas, mas queriam mais. Usavam a sua faculdade de raciocínio para compreender “os segredos sagrados do reino dos céus”. Os apóstolos já tinham conhecimento, e eles ‘receberiam mais para fazê-los abundar’ em conhecimento. Mas, quanto aos demais da raça judaica, quanto aos indiferentes, os sem apreço, mesmo o conhecimento que tinham a respeito de Deus e sua Palavra lhes seria tirado. No ano 70 E. C., eles perderam até mesmo a sua cidade santa de Jerusalém, seu templo e todo o favor que pensavam ter de Deus. Quão veraz era que “a todo o que não tiver, até mesmo o que tiver será tirado dele”.

De modo similar às pessoas na cristandade, hoje em dia, provavelmente a maior parte dos que ali, à beira do mar, escutavam Jesus não tinham muito respeito pelas suas palavras, embora se achassem numa relação pactuada com Deus. Por isso, Jesus prosseguiu, dizendo: “Pois o coração deste povo tem ficado embotado e seus ouvidos têm ouvido com aborrecimento, e eles têm fechado os olhos; para que nunca vissem com os olhos, nem ouvissem com os ouvidos, nem entendessem com os corações e se voltassem, e eu os sarasse.” (Mat. 13:15) Certamente não era culpa de Cristo Jesus que o coração das pessoas havia ficado embotado de modo que não queriam escutar. Hoje em dia, as pessoas tampouco querem escutar a Palavra de Deus. Não querem entender o sentido dela no coração. No entanto, nos dias de Jesus, seus discípulos quiseram saber o sentido das palavras de Jesus. Deseja sabê-lo também? Então escute o que ele disse: “Felizes são os vossos olhos porque observam, e os vossos ouvidos porque ouvem. Pois, deveras, eu vos digo: Muitos profetas e homens justos desejaram ver o que vos estais observando e não o viram, e ouvir as coisas que vós estais ouvindo e não as ouviram. Escutai, então, a ilustração do homem que semeou.” — Mat. 13:16-18.

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