Significado de “hospedaram anjos” em Hebreus 13:2

Significado de “hospedaram anjos” em Hebreus 13:2

Significado de “hospedaram anjos” em Hebreus 13:2 

No cap. 13 de Hebreus, versículos 1 e 2, o escritor da epístola aconselha aos cristãos sobre o amor fraternal demonstrado através da prática da hospitalidade (φιλοξενίας), uma virtude particularmente importante para a igreja primitiva, cujos líderes, tanto carismáticos quanto institucionais, estavam regularmente preocupados. A exortação “a não esquecer” (μὴ ἐπιλανθάνεσθε) é uma formulação negativa do mesmo tipo de imperativos utilizados em vss. 1 e 3. Como no versículo 16, o verbo provavelmente tem a nuance de “não negligenciar”. Essa conotação, entretanto, dificilmente é uma garantia segura para inferências sobre a negligência da prática da hospitalidade na comunidade.

O ponto importante nesta postagem baseia-se em uma vaga alusão aos eventos das Escrituras. Os “alguns” (τινες) mencionados no versículo poderiam incluir Abraão e Sara, (cf. Gn 18:2-15; Filo Abr. 107, 113; Josefo Ant. 1.11.2 § 196; b. Sota 1 ba.) Ló (Gn 19:1–14), 27 Gideão (Juízes 6:11–18), 28 Manoá (Jz 13: 3–22), e possivelmente Tobias (Tob 12: 1–20), os quais tiveram encontros com anjos em forma humana. Note que a palavra traduzida por “hospedaram” (ξενίσαντες) em relação aos mensageiros divinos é particularmente apropriada para Abraão e Sara, assim como o fato de que eles o fizeram “inadvertidamente” (ἔλαθον). Enquanto esses episódios escriturais constituem a principal alusão, a espécie de história que eles representam envolve um motivo folclórico comum que seria familiar para uma audiência greco-romana. (Homero Od. 17.485; Platão Sof. 216B; Silio Itálico 7.176; Ovídio Metam. 8.626; Atos 14:11)

O escritor de Hebreus apenas baseia sua exortação a prática da hospitalidade com exemplos tirado da literatura judaica, mas que era igualmente comum no mundo pagão com seus mitos.

Pesquisar mais estudos